III SEMANA CULTURAL DA MÚSICA POTIGUAR


 


III Semana Cultural da Música Potiguar reúne formação, articulação e música autoral em Natal

Evento acontece de 27 a 30 de outubro, na Escola de Música da UFRN, com palestras, minicursos, bate-papo e apresentação musical.

De 27 a 30 de outubro de 2026, Natal recebe a III Semana Cultural da Música Potiguar, iniciativa da Rede Potiguar de Música (RPM) que reúne artistas, produtores, profissionais e demais agentes da cadeia produtiva musical do Rio Grande do Norte. A programação será realizada na Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMUFRN) e inclui atividades formativas, encontros e apresentações dedicadas à criação, à produção, à circulação e à valorização da música potiguar.

A Semana conta com o apoio institucional do Caninga Selos Musicais, projeto de extensão da EMUFRN vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da UFRN (PROEX/UFRN), e com o apoio do Comitê de Cultura do Ministério da Cultura no Rio Grande do Norte.

Nesta edição, a programação formativa inclui o CriProCó Musical (Criação, Produção e Comunicação Musical), ação viabilizada com recursos do Projeto Caravana Cultural, da PROEX/UFRN. O CriProCó reúne duas palestras e dois minicursos voltados a temas relevantes para quem atua ou deseja atuar no campo da música, como distribuição digital, direitos autorais, produção de vinhetas sonoras e criação e produção artística.

A programação começa na terça-feira, 27 de outubro, às 14h, com o bate-papo “Panorama da Música Potiguar: Educação, Acervo e Memória”, com Esso Alencar, da RPM, no Auditório Oriano de Almeida, na EMUFRN. O encontro propõe uma conversa sobre a música potiguar e os caminhos para sua valorização, preservação e fortalecimento.

Na quarta-feira, 28 de outubro, acontecem duas palestras na Sala 25 da EMUFRN. Às 9h, Polly Guimarães, do Caninga Selos Musicais, aborda “Distribuição e Lançamento Digital”. Às 15h, Giselle Luz, gerente regional do ECAD Nordeste, apresenta a palestra “Direito Autoral na Era Digital”, com reflexões sobre os direitos autorais no contexto das transformações tecnológicas e das novas formas de circulação musical.

Na quinta-feira, 29 de outubro, a programação formativa continua com dois minicursos, ambos na Sala 25 da EMUFRN. Das 8h às 12h, Ciro Pedroza ministra “Vinhetas Sonoras para Rádio, TV e Publicidade”. Das 14h às 17h, Polly Guimarães conduz “Criação e Produção Artística”, atividade voltada aos processos de concepção e desenvolvimento de projetos artísticos.

O encerramento acontece na sexta-feira, 30 de outubro, às 17h, com o Caninga Jams – Música no Estacionamento, no espaço do cajueiro da Escola de Música da UFRN. Promovida pelo Caninga Selos Musicais, a atividade reunirá músicos da Rede Potiguar de


Música e participantes do evento em uma apresentação coletiva, valorizando o encontro entre artistas e a música autoral produzida no estado.

A III Semana Cultural da Música Potiguar busca fortalecer a articulação entre os profissionais do setor, ampliar o acesso à formação e contribuir para o desenvolvimento da música potiguar, aproximando artistas, instituições e iniciativas que atuam na criação, na produção, na difusão e na preservação da cultura musical do Rio Grande do Norte. As inscrições serão abertas no dia 22 e seguem até o primeiro dia do evento, 27 de outubro.

 

SERVIÇO

Evento: III Semana Cultural da Música Potiguar

Data: 27 a 30 de outubro de 2026

Local: Escola de Música da UFRN (EMUFRN), Natal/RN

Inscrições: de 22 a 27 de outubro de 2026

 

Programação

 

●      27/10, às 14h: Abertura – Panorama da Música Potiguar: Educação, Acervo e Memória, com Esso Alencar (RPM). Auditório Oriano de Almeida.

●      28/10, às 9h: Palestra – Distribuição e Lançamento Digital, com Polly Guimarães. Sala 25.

●      28/10, às 15h: Palestra – Direito Autoral na Era Digital, com Giselle Luz, gerente regional do ECAD Nordeste. Sala 25.

●      29/10, das 8h às 12h: Minicurso – Vinhetas Sonoras para Rádio, TV e Publicidade, com Ciro Pedroza. Sala 25.

●      29/10, das 14h às 17h: Minicurso – Criação e Produção Artística, com Polly Guimarães. Sala 25.

●      30/10, às 17h: Caninga Jams – Música no Estacionamento, com músicos da RPM e participantes do evento. Cajueiro da Escola de Música da UFRN.

Realização: Rede Potiguar de Música (RPM)

Execução: Caninga Selos Musicais, projeto de extensão da EMUFRN

Apoio: Escola de Música da UFRN (EMUFRN), Comitê de Cultura do MinC/RN, Pró-Reitoria de Extensão da UFRN e Projeto Caravana Cultural.

Mais informações: bit.ly/criproco2026


EM DEFESA DA MOSTRA

 

Mostra de Cantautores da Música Potiguar - lançamento (Salão Nobre TAM)

No ano passado, no último semestre, a música (Autoral) potiguar passou por uma experiência um tanto atípica: estrelou o palco do principal teatro público da capital com uma temporada onde quem brilhou foram seus próprios artistas (cantores, compositores, intérpretes, instrumentistas etc).

O êxito foi total!

Não tem embora. Não tem senões.

Todas as edições da Mostra de Cantautores da Música Potiguar transcorreram dentro de um esquema profissional, com cachês, pontualidade, direitos autorais, excelência artística e até público. Pois é!

 A proeza se deu a partir de uma provocação feita pela Rede Potiguar de Música (RPM), uma entidade informal que foi criada há década e meia em Natal/RN, que luta com todas as forças para que justamente ações dessa natureza venham a consolidar a estruturação de uma política pública para o segmento - no caso, após a intervenção da Rede feita com o festival de duetos na mostra coletiva “Rede Potiguar dá Música” (Oito da Noite), realizada em 1º de agosto de 2024.

A partir dali, com a adesão da Fundação José Augusto (TAM) e a parceria do Teatro Alberto Maranhão (TAM), foram se somando outros vários esforços através do Núcleo de Produção Cultural Cooperada, que redundou na concretização da Mostra no ano passado, composta de seis edições (julho a dezembro/2025).

Encerrada em meados do último mês do ano passado com o decano de nossas canções, Mirabô Dantas, em bela tabela com a cantautora Sílvia Sol, a Mostra de Cantautores marcou um golaço, com música feita por nós, tocada por nós, aclamada por nós, instigada pelo coletivo que tornou possível a viabilização dessa rica programação oferecida como um aperitivo do que pode ser feito para que um programa dessa natureza não deixe de existir jamais em nossa cidade, se inserindo no calendário cultural anualmente.

Sim!, há o dilema da questão do público: o discurso é o de que a população não prestigia sua própria produção musical, diferentemente de outros tantos lugares, até próximos a nós. Mas não é bem assim. É mais correto afirmarmos que são poucas as oportunidades em que a comunidade é estimulada a este encontro, principalmente quando se trata de música autoral, apresentada em palcos profissionais e com acesso facilitado. Para a Mostra, conseguimos trazer a cada edição um grande contingente de alunos da rede pública de ensino, o que atendeu perfeitamente a um de nossos propósitos, que é o de alcançar uma melhor e maior interlocução com o campo da educação, contribuindo com o processo formativo dos estudantes e também lhes abrindo a chance de conhecer melhor nosso repertório.

Além do que, fica a pergunta: como você vai gostar de algo que nunca experimentou? Praticamente todo o universo escolar que mobilizamos sequer sabia onde o teatro ficava, jamais havia entrado num, nunca havia sequer ouvido falar de nenhum dos artistas a que foi ver, ...  entendem?

Tem muitos mais aspectos significativos que podem ser elencados e discutidos acerca de uma ação como essa, praticamente inédita em sua concepção para os padrões potiguares (autoralidade, intergeracionalidade etc), mas o que mais importa nesse momento é a defesa de sua manutenção dentro da vida cultural da capital, se tornando modelo para que possa se expandir para além daqui, em outros municípios da região metropolitana, ao menos. Não há justificativa plausível para que um programa dessa natureza nunca tenha existido antes e também para que de agora em diante não seja mantido como uma política permanente de estímulo à produção musical autoral potiguar, contribuindo para valorizar a riqueza de nossa diversidade sonora e divulgando melhor o que fazemos. É dever dos poderes públicos.

O referido é verdade e dou fé.

 

Esso Alencar 
cantautor 
autoprodutor 
ativista cultural

MÚSICA AUTORAL POTIGUAR

 


              A música autoral potiguar está protagonizando uma experiência há muito aguardada pelos que a fazem. Trata-se da Mostra de Cantautores da Música Potiguar, que vem se desenrolando desde julho passado no palco do TAM (Teatro Alberto Maranhão), centenário teatro localizado na Ribeira, em Natal, capital potiguar.

Estreada no início do semestre, a Mostra se compõe de seis edições, uma a cada mês (julho a dezembro), com início pontual às 19h30. Cada evento conta com duas atrações e une diferentes gerações de autores e intérpretes, com repertório voltado para a produção musical própria, num espetáculo sonoro que vem demonstrando a força de seu elenco.

A Mostra de Cantautores da Música Potiguar é uma proposição da Rede Potiguar de Música (RPM), que tem como missão contribuir com a estruturação de uma política pública segmentada para a música feita no estado. A temporada foi antecedida de uma Conferência Livre de Música, realizada em parceria com o Comitê de Cultura Minc/RN, de onde extraímos um documento final com um diagnóstico razoável do nosso panorama, o que certamente nos ajuda a enxergar com mais clareza e precisão o terreno onde vimos pisando nos últimos tempos.

Nosso desafio agora se volta para a ampliação de uma atuação melhor organizada por parte da Rede, que mesmo sendo uma entidade informal, segue articulando novas vias que possam fortalecer seu propósito. Novas incursões vêm sendo feitas para que outros municípios do RN tomem conhecimento do que estamos experimentando por aqui, principalmente os que estão na região metropolitana.

Também estamos buscando tratar de algumas temáticas recorrentes em nossa realidade, tais quais a execução pública de nossos fonogramas através das emissoras de rádio daqui, que basicamente se negaram historicamente a nos tocar, afora alguma excepcionalidade. Tem ainda o descaso institucional com a nossa memória musical, deixando nossa produção relegada ao esquecimento, sem qualquer cuidado com esse patrimônio. São muitas e antigas as reivindicações, atingindo desde os músicos da orquestra até os profissionais independentes. Sempre foi assim.

Temos a intenção de continuar com essa atuação da RPM, que já tem 15 anos, e aprofundar a interlocução com nossas comunidades (nosso povo) e até com algumas de nossas instituições, visando alcançar prioritariamente uma maior proximidade com quem trabalha e vive no chão potiguar. Com a Mostra, por exemplo, estamos conseguindo viabilizar uma interação escolar bem proveitosa, trazendo professores e estudantes para assistirem às apresentações musicais e estimulando a todos um maior conhecimento das obras e dos artistas.

Paralelamente, acompanhamos com grande interesse a mobilização nacional provocada pelo Fórum Nacional de Música (FNM), que vem sendo feita através de audiências públicas, estudos de dados e outros diversos instrumentos, com o fim de criarmos a Agência Nacional de Música, apoiada por um fundo setorial, dando conta de regulamentar o campo da música no país, protegendo os interesses dos criadores e estabelecendo uma relação mais justa entre estes e os consumidores.


Esso Alencar 
cantautor 
autoprodutor 
ativista cultural